CANÇÃO DO EXÍLIO – REDESCOBRINDO O ROMANTISMO BRASILEIRO

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."

(Gonçalves Dias)

 

No início do segundo bimestre a turma do 8º ano do Ensino Fundamental trabalhou, nas aulas da disciplina de arte, o tema Romantismo na literatura brasileira com o objetivo de perceber, apreender e caracterizar o movimento romântico a partir da análise da obra do escritor Gonçalves Dias.

Em um primeiro momento os alunos entraram em contato com o poema (acima ilustrado) para familiarizam-se com o conteúdo a ser trabalho. Depois, fizeram uma breve leitura de reconhecimento para realizar a análise. A partir disso os alunos foram convidados a compreender a contextualização e conceitualização à qual a obra está inserida – Primeira Geração da Literatura Romântica – donde se chega à conclusão de que Gonçalves Dias teve como objetivo enaltecer e caracterizar as raízes nacionais.

Como proposta de trabalho os discentes foram convidados a elaborar uma colagem que revelasse a sua perspectiva (releitura) perante a Canção do Exílio, bem como a criação de uma paródia acerca do poema.

 

Professora Juliana Eluize Kureke

Licenciada em Filosofia – PUCPR – 2009

Pós Graduada em Ética e História da Arte – PUCPR – 2011 e 2015