“O Egito é dádiva do Nilo” (Heródoto)

Estudar e encantar com a História não é tarefa fácil, afinal, em uma disciplina em que é necessário lidar, muitas vezes, com conceitos abstratos do presente e do passado os discentes, vez ou outra, podem se perder na construção do conhecimento histórico. Analisar os fatos de diversos pontos de vista é o enfoque da disciplina.

Durante o 6º ano os alunos tem acesso à História das grandes antigas civilizações ocidentais, dentre ela a Civilização Egípcia: de reconhecimento de todos os que já passaram por aulas de História, por suas  histórias e Histórias, desde as construções  da famosas pirâmides de Gizé (hoje ainda em pé e tombadas pela UNESCO) até o próprio processo de mumificação (forma de preservar o corpo para a segunda vida, segundo estudos sobre os egípcios), causa um certo “encantamento” por parte dos alunos ao entrarem em contato com os legados de tão grande valorização e tão divulgados nos diversos meios de comunicação.

Após explanações, conceitualizações e explicações acerca da existência da Civilização Egípcia, os alunos do 6º ano realizaram uma visita de estudos ao Museu Egípcio de Curitiba – mantido pela AMORC (Ordem Rosacruz) – localizado na Rua Nicarágua, nº2641, Bacacheri, no dia 21 de março de 2017. Neste local os discentes participaram de uma palestra acerca da literatura egípcia e a sua importância para a egiptologia (estudo sobre a antiga civilização egípcia). Ainda nesse ambiente puderam perceber que a religião politeísta praticada pelos antigos egípcios foi o marco fundamental para a construção do Estado teocrático e seu poder e influência na Antiguidade.

Já dentro do espaço reservado ao museu, os alunos tiveram acesso a uma gama de utensílios e objetos, réplicas e originais, de elementos que contribuíram para desvendar a História do Egito antigo. A parte mais esperada e comentada pelos discentes foi a área destinada à câmara mortuária, antessala e sarcófago da múmia Tothmea (possivelmente uma musicista de aproximadamente 25 anos do ano 600 a.C.), ao chegarem ao local ocorria um misto de curiosidade e receio em descobrir algo novo. Curiosidade levada à cabo com muitas perguntas e questionamentos sobre a múmia e a sua história.

Trabalhar com a História, e os fatos que dela surgem, possibilita e aflora o desenvolvimento do senso crítico e racional para analisar os fatos que acontecem à nossa volta, seja do passado ou do presente, mas sempre levando em consideração partir de um ponto que instigue os alunos a buscar conhecer, suscitar a curiosidade despertando a autonomia para a construção sólida do próprio saber.

 

Juliana Eluize Kureke

Professora de Arte, História e Filosofia

Graduação: Lic. em Filosofia – PUCPR

Pós-graduações: Ética em Perspectiva – PUCPR

História Social da Arte - PUCPR